Estivemos presentes nesta segunda-feira (8), em São Paulo, no lançamento do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2025 e do Índice de Sustentabilidade da Limpeza Urbana (ISLU), promovido pela ABREMA — Associação Brasileira de Resíduos e Meio Ambiente.
O evento reuniu autoridades, especialistas, parlamentares e representantes do setor, com a presença do ministro das Cidades, Jader Filho, reforçando o papel estratégico da limpeza urbana na agenda ambiental, social e econômica do país.
Representando o Siemaco Guarulhos, nosso presidente Jhonatan Moura participou das discussões, levando a perspectiva de quem atua diretamente com os trabalhadores e trabalhadoras da limpeza urbana.
Durante o evento, reforçamos que sustentabilidade se constrói com formação, inclusão e trabalho decente. Apresentamos as experiências que já estamos implementando, como o treinamento específico para agentes ambientais, que permite à nossa base atuar com mais preparo técnico e reconhecimento.
Também destacamos a importância de avançar nas políticas de formação profissional e na valorização do emprego verde, com negociações que incluam a capacitação contínua dos trabalhadores e trabalhadoras. Esse é um caminho que precisa ser percorrido com responsabilidade e articulação entre empresas, poder público e representação sindical.
Nesse sentido, ressaltamos a importância da articulação direta com a ABREMA, como espaço estratégico para dialogar com o setor empresarial e fortalecer o debate sobre o futuro do trabalho na limpeza urbana. Essa aproximação é fundamental para garantir que os avanços tecnológicos e ambientais venham acompanhados de direitos, capacitação e dignidade para quem executa o serviço.
A publicação do Panorama mostrou que o Brasil gerou 81,6 milhões de toneladas de resíduos sólidos urbanos (RSU) no último ano, com 59,7% recebendo destinação ambientalmente adequada. No entanto, os quase 3 mil lixões ativos e os 40,3% de destinação inadequada reforçam que ainda há muito a ser feito.
É por isso que seguimos firmes em todos os espaços de debate. Porque não existe transição ecológica sem justiça social, e a sustentabilidade que defendemos começa com quem está na base, garantindo o funcionamento da cidade e o cuidado com o meio ambiente.
Seguiremos atentos, presentes e articulados. Sempre pela base. Sempre pelo trabalhador.
















