Inflação no Brasil não para de subir

Acontece no Brasil

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), medido pelo IBGE, teve alta de 1,73% em abril. Essa é a maior variação desde fevereiro de 2003 e a maior para o mês de abril desde 1995, no início do Plano Real. O IPCA-15 já acumula alta de 4,31% somente neste ano. No acumulado de 12 meses, está em 12,03%. Vale lembrar que o IPCA-15 é considerado como a inflação oficial do Brasil.

Grupos – Segundo o IBGE, que divulgou os resultados do índice inflacionário na quarta (27), oito dos nove grupos pesquisados tiveram alta no mês. A gasolina, como já ocorre há um bom tempo, respondeu por boa parte do resultado, assim como os alimentos.

Combustíveis subiram em média 7,54%. Com aumento de 7,51%, o preço da gasolina representou impacto de 0,48 ponto percentual no índice total de abril. Também aumentaram óleo diesel (13,11%), etanol (6,60%) e gás veicular (2,28%).

De acordo com o IBGE, em 11 de março, o preço médio da gasolina da Petrobras para as distribuidoras foi reajustado em 18,77% e o do óleo diesel, em 24,93%.

Ainda nesse grupo, as passagens aéreas subiram 9,43%, após recuar no mês anterior. Já o seguro de veículo (3,03%) aumentou pelo oitavo mês seguido, somando 23,46% em 12 meses. O custo com táxis também subiu.

Alimentos – Já o grupo de Alimentação e Bebidas teve alta puxada, principalmente, por alimentos para consumo no domicílio (3%). Destaque para tomate (26,17%) e leite longa vida (12,21%), que somados representaram 0,16 ponto percentual no mês. Outros itens neste grupo também subiram. Caso da cenouracenoura (15,02%), óleo de soja (11,47%), batata inglesa (9,86%) e o pão francês (4,36%).

Gás – No grupo de maior peso, Habitação, o gás de botijão subiu 8,09% em média, com impacto de 0,11 ponto. O gás encanado teve alta de 3,31%. Ambos tiveram reajustes em março. Também com reajustes, a energia elétrica aumentou 1,92%.

Nos demais grupos, Vestuário teve alta em todos os itens, como roupas, joias e bijuterias. Em Saúde e Cuidados Pessoais, os produtos farmacêuticos subiram 3,37%, após autorização de reajuste nos medicamentos. Enquanto isso, os itens de higiene pessoal foram os únicos que tiveram queda de preço (-0,87%).

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